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segunda-feira, 25 de julho de 2011

NINGUÉM É INFERIOR OU SUPERIOR


Quando falamos na prepotência do ego, na inconveniência do egocentrismo não estamos exortando a ninguém a se rebaixar, submeter ou diminuir-se perante os outros.  Lembre-se de que ninguém é inferior ou superior.  Jamais nos aceitaremos como somos até entendermos que somos únicos e por isso mesmo incomparáveis.
 Simplesmente é um convite a reflexão de que não devemos empenhar em provar nossa razão nas discussões, mostrar que venceu tal ou qual comparação, apregoar vaidosamente suas qualidades e ilusoriamente sentir-se superior ou melhor do que o outro.
 Tanto Buda como Jesus pregaram o caminho da humildade.  Ambos insistiram para que as pessoas se colocassem todas no mesmo nível.  “Somos todos irmãos”, disse Jesus e Buda recomendava que os homens abandonassem qualquer ilusão de superioridade.
 Transformamo-nos em pessoas íntegras, não à medida que acumulamos, mas à medida que nos livramos de tudo que não é verídico, de tudo que é falso ou inautêntico.
 Isso, contudo, não deve levar você a usar a máscara da humildade; isso seria uma vaidade, um produto do ego.  Você estaria pretendendo ostentar uma humildade, o que seria uma farsa, uma maneira de a vaidade ficar escondida atrás da portta.
 Muitos interpretaram equivocadamente as palavras dos Mestres.  Entenderam que, se não eram superiores, seriam, então, inferiores. Sendo inferiores, nada mais natural do que aceitar passivamente humilhações.
 Humildade é honestidade.  A honestidade de ser exatamente quem você é, sem aumentar suas qualidades, sem querer impressionar os outros.  É não querer parecer especial aos olhos de ninguém, principalmente aos seus próprios.  Neste processo você se aproxima cada vez mais de sua essência, e nada é mais doce do que ficar em harmonia consigo mesmo.
 Também não é nada  contra ter  autoconfiança, sentir-se capaz de realizar certas coisas.  Entretanto, a autoconfiança sem humildade é arrogância, enquanto que humildade sem autoconfiança é fracasso.

Dr.Luiz Ainbinder

NASCEMOS CHORANDO, VIVEMOS RECLAMANDO E MORREMOS INSATISFEITOS


Somos muito mais os pais do nosso futuro do que filhos de nosso passado.  Não somos prisioneiros do passado.  É possível rompermos com nosso passado e construirmos nosso futuro.  Nosso passado influencia, mas não determina nosso presente. 
 Você é aquilo que pensa ser, e esta é a boa notícia: você pensa o que quiser, portanto, você é, hoje, quem escolhe ser.  Se o que você é hoje não lhe satisfaz, refaça suas escolhas.
 Dizer que você é assim ou assado, desta ou daquela maneira por causa das experiências vividas em seu passado ou por causa das pessoas do seu passado, é cômodo, mas não é verdadeiro.
 Cômodo, porque não há nada que você possa fazer para mudar, pois o passado é imutável.  Aconteceu está acontecido.  Está definitivamente escrito na história de sua vida, portanto é inalterável.  O fato é que as pessoas detestam mudanças. Mudanças exigem esforço e pensamento ativo, atento e a maioria das pessoas apenas repete pensamentos, deixa a sua mente funcionar no piloto automático. Nada muda se você não mudar.  A única pessoa que gosta de mudança é o bebê que molhou a fralda.
 Então,  é melhor deixar de usar seu passado como uma armadura para protegê-lo da sua responsabilidade sobre sua própria vida.  Você é o que é hoje pelas escolhas que você vem fazendo ao longo de sua vida.  Não é porque seu pai abandonou sua mãe, ou sua mãe dava mais atenção ao seu irmão do que a você, que você é assim hoje. 
 Você é o arquiteto de seu próprio destino, não é, de maneira alguma, refém do seu passado. 
 Enfim,  a grande pergunta é: “o que é que você vai fazer com o que fizeram de você?”