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terça-feira, 24 de maio de 2011

A ORIGEM DOS CONFLITOS

Imagine uma árvore.  Suponha que seja a árvore da vida.  Nela há frutos.  Na vida, os nossos frutos são os nossos resultados.  Nós olhamos para eles e não gostamos do que vemos – achamos que os frutos que produzimos são poucos, muito pequenos ou que o seu sabor é muito mais amargo do que gostaríamos que fosse.

O que tendemos a fazer, então?  A maioria de nós dedica ainda mais atenção aos resultados.  Mas de onde eles vêm?  São as sementes e as raízes que os geram.  O fabulista Esopo  (séc. VII a.C.) já dizia: “De semente ruim não nascem bons frutos.”
É o que está embaixo da terra que cria o que está em cima dela.  É o invisível que produz o visível.  E o que significa isso?  Isso quer dizer que, se você quer mudar os frutos, primeiro tem que trocar as raízes – quando deseja alterar o que está visível, antes deve modificar o que está invisível.  Ou seja, elimine a causa e o efeito cessa.
“O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê”.  (Platão)

Nos relacionamentos nossos pensamentos e sentimentos são o mundo invisível e os frutos, o efeito, é a qualidade ou a permanência destes relacionamentos.
O universo é um espelho que reflete para nós, aquilo que nós somos.
 
Você já ouviu muita gente dizer que um mau relacionamento é um enorme problema. Na verdade, ele não é um problema, ele é uma consequência.  Mas onde está a causa?  Ela se resume principalmente aos seus pensamentos.  A única maneira de modificar seu mundo exterior é mudando seu mundo interior.  Não se  esqueça:   seu mundo exterior é apenas um reflexo do seu mundo interior.  Se as coisas não vão bem na sua vida exterior, é porque não estão indo bem na sua vida interior.  É simples assim.
Pensamentos conduzem a sentimentos.  Sentimentos conduzem a ações.  Ações conduzem a resultados.
A maioria de nós acredita que vive uma vida baseada em escolhas, mas isso não é 100% verdade.  Em boa parte é, mas não na totalidade.  Mesmo sendo pessoas esclarecidas, ao longo de um dia tomamos poucas decisões que refletem a consciência que temos de nós mesmos naquele momento.  Na maior parte do tempo, somos como robôs: agimos no automático, dirigidos por condicionamentos passados e velhos hábitos. 
“Quem não é senhor do próprio pensamento, não é senhor das próprias ações”. Victor Hugo
É neste ponto que entra a conscientização.  A consciência observa os nossos pensamentos e as nossas ações para que vivamos das escolhas verdadeiras feitas no momento presente em lugar de sermos governados por uma programação proveniente do passado.
Portanto, adquirindo consciência, você poderá viver do que é hoje em vez do que foi ontem; conseguirá reagir apropriadamente às situações que se apresentam, fazendo uso de toda a gama e de todo o potencial de suas qualificações e de sua inteligência em vez de reagir de forma inadequada aos acontecimentos, impelido por crenças, medos e inseguranças do passado. 
autor:Luiz Ainbinder 
Próximo tema: Crenças

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