Imagine uma árvore. Suponha que seja a árvore da vida. Nela há frutos. Na vida, os nossos frutos são os nossos
resultados. Nós olhamos para eles e não
gostamos do que vemos – achamos que os frutos que produzimos são poucos, muito
pequenos ou que o seu sabor é muito mais amargo do que gostaríamos que fosse.
O que tendemos a fazer,
então? A maioria de nós dedica ainda
mais atenção aos resultados. Mas de onde
eles vêm? São as sementes e as raízes
que os geram. O fabulista Esopo (séc. VII a.C.) já dizia: “De semente ruim
não nascem bons frutos.”
É o que está embaixo da terra que
cria o que está em cima dela. É o
invisível que produz o visível. E o que
significa isso? Isso quer dizer que, se
você quer mudar os frutos, primeiro tem que trocar as raízes – quando deseja
alterar o que está visível, antes deve modificar o que está invisível. Ou seja, elimine a causa e o efeito cessa.
“O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se
vê”. (Platão)
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Nos relacionamentos nossos
pensamentos e sentimentos são o mundo invisível e os frutos, o efeito, é a
qualidade ou a permanência destes relacionamentos.
O universo é um espelho que reflete para nós, aquilo que nós somos.
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Você já ouviu muita gente dizer que
um mau relacionamento é um enorme problema. Na verdade, ele não é um problema,
ele é uma consequência. Mas onde está a
causa? Ela se resume principalmente aos
seus pensamentos. A única maneira de
modificar seu mundo exterior é mudando seu mundo interior. Não se
esqueça: seu mundo exterior é
apenas um reflexo do seu mundo interior.
Se as coisas não vão bem na sua vida exterior, é porque não estão indo
bem na sua vida interior. É simples
assim.
Pensamentos conduzem a sentimentos.
Sentimentos conduzem a ações.
Ações conduzem a resultados.
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A maioria de nós acredita que vive uma vida baseada em escolhas, mas
isso não é 100% verdade. Em boa parte é,
mas não na totalidade. Mesmo sendo
pessoas esclarecidas, ao longo de um dia tomamos poucas decisões que refletem a
consciência que temos de nós mesmos naquele momento. Na maior parte do tempo, somos como robôs:
agimos no automático, dirigidos por condicionamentos passados e velhos hábitos.
“Quem não é senhor do próprio
pensamento, não é senhor das próprias ações”. Victor Hugo
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É neste ponto que entra a conscientização. A consciência observa os nossos pensamentos e
as nossas ações para que vivamos das escolhas verdadeiras feitas no momento
presente em lugar de sermos governados por uma programação proveniente do
passado.
Portanto, adquirindo consciência, você poderá viver do que é hoje em vez
do que foi ontem; conseguirá reagir apropriadamente às situações que se
apresentam, fazendo uso de toda a gama e de todo o potencial de suas
qualificações e de sua inteligência em vez de reagir de forma inadequada aos
acontecimentos, impelido por crenças, medos e inseguranças do passado.
autor:Luiz Ainbinder
Próximo tema: Crenças
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