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terça-feira, 10 de maio de 2011

PORQUE É TÃO DIFÍCIL DIZER NÃO


É inegável que em grande parte nós somos o que aprendemos a ser.  Aquela ansiedade que sentimos diante de algumas ou de todas as pessoas não é uma marca, um estigma que trazemos do berço.  É um fenômeno aprendido mas, se aprendemos alguma coisa, podemos, também,  desaprendê-la ou modificá-la.

As mensagens implícitas e explícitas recebidas de nossos pais e de outras pessoas significativas em nossa infância nos ensinavam como proceder.  As instruções diretas dadas pelos pais influenciam a aprendizagem infantil; são ordens tais como: “seja boazinha”, “obedeça sempre aos mais velhos” e a terrível pergunta: “o que é que os outros vão pensar de você?”
(O que os outros vão pensar sobre nós é problemas deles.  O que nós pensamos sobre nós mesmos é o que  realmente importa.)


Então, como efeito colateral indesejado da educação, somos levados à passividade e tornamo-nos indivíduos submissos.  Desenvolvemos a crença de que devemos ser complacentes, que não temos o direito de recusar o que não é de nosso interesse, sob pena de sofrermos, do mundo externo,  uma censura coletiva e, de nós próprios, uma culpa auto-corrosiva, tão fartamente disseminada pela nossa cultura judaico-cristã.

O QUE É UMA VÍTIMA?
Você está sendo vitimado em todas as ocasiões em que descobre que não controla sua vida.  A palavra chave aqui é CONTROLA.  Se você não está dirigindo sua vida, alguém   está.

As vítimas são, antes de qualquer coisa, pessoas que levam a vida de acordo com os ditames de outrem.  Descobrem que fazem coisas que realmente não querem, ou estão sendo manipuladas e conduzidas para atividades carregadas de desnecessário volume de sacrifício pessoal, que geram ressentimentos.  Ser vitimado, da forma como uso aqui a palavra, significa ser governado e controlado por forças externas a você.  Mas, embora essas forças estejam indubitavelmente presentes em nossa cultura, você raramente pode ser vitimado,  a menos que permita que isso aconteça.


O medo, e em algum sentido o costume, é de acreditar que a outra pessoa tomará a recusa como rejeição pessoal.  Mas não é precisamente este caso.  Sua própria firmeza assertiva pode arcar com 50 por cento da responsabilidade de transformá-la numa relação adulto – adulto.  Os outros 50 por cento podem ser arcados pela outra pessoa.  Somente evitando excessiva “proteção” (paternalismo)  à outra pessoa, poderá ser estabelecido um intercâmbio assertivo.  Parte da lição é aprender a deixar ao outro adulto a responsabilidade dos seus 50 por cento.  

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